Folhetim barato, mal escrito e um desrespeito à atividade de um jornalista sério, diz juiz
Fotos: MaranhãoNews

Mazurkievicz Saraiva chama de venais autores de folhetim em audiência pública
O juiz Mazurkievicz Saraiva de Sousa Cruz (foto abaixo) realizou Audiência Pública, na manhã desta sexta-feira, dia 16, na Câmara Municipal para discutir o papel da imprensa local, porém a pauta foi dedicada quase que exclusivamente à maneira torpe como o radialista Josivaldo Sales tem agido em Carolina. O juiz demonstrou extrema indignação com os ataques que tem sido alvo no que chamou de “folhetim barato, mal escrito e um desrespeito à atividade de um jornalista sério”, referindo ao jornal sem registro de propriedade do radialista. “Esse folhetim é denuncismo barato, vil, feito por uma mente doentia”, afirmou.
Covardia – O magistrado disse que enviara convite a todos os órgãos da imprensa local, mas que por pura covardia o radialista não compareceu. “É covardia, porque quando está cara a cara comigo, falta me beijar os pés”, disse. Mazurkievicz Saraiva afirmou que os autores das matérias sem qualquer comprovação do que publicam são pessoas que não conseguem sair do ostracismo e, por isso, querem igualar outras pessoas ao nível em que se encontram. “Não fazem nada para crescer, querem trazer os outros para o mesmo patamar – o nível da fossa”, afirmou e continuou dizendo: “Eles não querem melhoria alguma para Carolina, eles querem ter algum ganho com isso e todo mundo sabe que ganho é esse”.
Mazurkievicz Saraiva mostrou-se intrigado com a reação das pessoas que tiveram acesso à matéria anônima, mas de responsabilidade de Josivaldo Sales, que levanta suspeita quanto à sua integridade profissional. “As pessoas queriam saber qual seria a minha reação. Porém, a minha resposta estou dando hoje. Se fossem críticas pertinentes eu respeitaria, mas esses críticos demonstram covardia e são apenas venais. Não há um único fato contra minha pessoa. Isso é apenas denuncismo barato”, garantiu.
Quem paga – Para o juiz mais covarde é quem financia esse tipo de publicação. “Mais covarde não é quem escreve. Mais covarde é quem está por trás disso e todo mundo sabe quem é. Esse é covarde, pois paga a meia dúzia de calça curta para jogarem o nome de pessoas na lama”, garantiu. “Isso aqui [o folhetim] é um desserviço à comunidade de Carolina”.
Nesse ponto, Mazurkievicz Saraiva se conteve para não apontar nomes. Porém, as recentes publicações do “folhetim” de Josivaldo Sales deixam bem claro que são os financiadores: Lund Borges – maior anunciante da Renascer FM – e o vereador Ubiratan Jucá, destaque nas principais manchetes do ‘folhetim”.
O primeiro não faz questão de esconder o fato, mas o segundo tenta disfarçar o investimento feito na emissora de Sales, bem como em seu “folhetim”, com vistas à criação de fatos que possam beneficiá-lo politicamente nas Eleições 2012. Para comprovação do que se afirma aqui, basta o leitor reler as últimas publicações daquele periódico, que além do radialista chamado pelo juiz de covarde, vil, venal e de mente doentia, é feito ainda por cabos eleitorais do vereador, tais seu primo Beto Jucá e seu cliente Sildo Leão, que responde a uma série de processos por estelionato e falsidade ideológica em várias cidades do sul do Maranhão. O estelionatário foi libertado da sua última prisão, ocorrida em Balsas, por conta da atuação de Ubiratan Jucá como seu advogado. O marginal é diariamente anunciado por Josivaldo Sales como o diretor de jornalismo da sua emissora e de seu jornal, ambos à serviço político-partidário de Ubiratan Jucá.
Ações - Mazurkievicz Saraiva informou que já tomou as providências legais contra as acusações das quais tem sido vítima. “O Ministério Público respondendo a uma representação minha já entrou com uma ação penal pública, porque o crime praticado [no folhetim] é um crime contra um servidor público no exercício da sua atividade”, garantiu. O juiz disse ainda que entrou com uma ação de reparação de danos morais contra os autores do “folhetim”.
Atuante – O advogado Fernando Henrique Avelar usou a Tribuna da Câmara para afirmar que Carolina tem hoje um Poder Judiciário à altura das suas necessidades. “Somos cautelosos para elogiar e somos eufóricos para criticar. Mas temos que observar a atual realidade. Hoje temos um Judiciário atuante”, declarou.
Os representantes da emissora comunitária, tratada com bem particular e transformada em palanque eletrônico de Ubiratan Jucá, comprovaram aos presentes as afirmações do juiz. Mostraram-se extremamente desatualizados com as questões da justiça local. O repórter Bezerra Filho não sabia que o juiz corregedor José Nilo Ribeiro Filho esteve em Carolina no último mês de setembro para realizar correição na Comarca local. “Ficou de vir a Corregedoria, mas não apareceu, não é?”, questionou.
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VEJA O VÍDEO DOS PRINCIPAIS MOMENTOS DA AUDIÊNCIA PÚBLICA:
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