Incompetência administrativa da família que governou o município por longos 14 anos
Arte: MaranhãoNews
Projeto de clã nem longe do poder deixar de usapar-se do dinheiro público
Quando se recorda o Governo Jucá em Carolina é inevitável lembrar o cartaz colado na porta do Hospital Municipal no dia 1º de janeiro de 2005. “FECHADO” era a informação que os enfermos obtinham quando se dirigiam àquela unidade de Saúde. Aquele cartaz era o símbolo da incompetência e da irresponsabilidade administrativa da família que administrou o município de Carolina por longos e intermináveis 14 anos.
Naquele 1º de janeiro, certamente assessorada pelo marido e também ex-prefeito Itibiré Jucá (PTB) [foto acima] e pelo filho, o vereador Ubiratan Jucá (PMDB), a ex-prefeita Antonia Jucá teve a última oportunidade de praticar um ato responsável que entrasse para a história política de Carolina, mas se esquivou de fazê-lo: não compareceu à posse do atual prefeito de Carolina João Alberto Martins Silva (PSDB) – mandou um de seus serviçais entregar as chaves do prédio da Prefeitura de Carolina. Teve vergonha de encarar olho no olho o povo que lotava as imediações da Câmara Municipal e da Prefeitura. Não se tem conhecimento se ela sentiu vergonha tambem quando o Ministério Público pediu a indisponibilidade de seus bens por ter encontrado vários indícios de corrupção no seu governo - dominado pelo marido (secretário de Administração) e pelo filho (presidente da Câmara e secretário de Finanças).
A família Jucá teve todas as oportunidades para realizar administrações comprometidas com o desenvolvimento do município de Carolina. Sempre esteve de braços dados com o Governo do Estado – álibi para encantar eleitores, afirmando que do lado dele poderia trabalhar pelo povo – mas, somente um álibi, pois a reconhecida preguiça para trabalhar os impediu de ir buscar os recursos que o governo mantém para investimentos em todas as áreas da administração pública.
Argumentos? – Quem melhor resumiria a história política da família Jucá em Carolina seria um de seus aliados – o vereador Azarias Carvalho, repetidor enjoado da frase “Contra fatos não há argumentos”. O Hospital Municipal “FECHADO” e suas dependências transformadas em fábrica de material de limpeza por funcionária de confiança da ex-prefeita é um FATO – que argumentos tem hoje os Jucás para contestá-lo? Que obras se tornaram públicas na Saúde realizadas em todas as três gestões daquela família?
Altos salários – Porém, a já comprovada incompetência para gerir uma prefeitura, especialmente a Saúde, ao invés de impor à família Jucá o anonimato ou a cadeia, ao contrário, a credencia a um bom salário pago pelos contribuintes maranhenses. No dia 21 de setembro de 2009, a governadora Roseana Sarney assinou portaria de nomeação de Itibiré Jucá ao cargo de Assessor Técnico da Secretaria de Saúde do Estado do Maranhão para a região da Chapada das Mesas (Clique na imagem acima para ver a portaria no DOE/MA). No mesmo documento, publicado no Diário Oficial do Estado do Maranhão no dia 29 de setembro daquele ano, a governadora nomeia para o mesmo cargo, inacreditavelmente, outros dois carolinenses – o também ex-prefeito João Odolfo (PMDB) e o eterno candidato a vice-prefeito Arney Noleto (PSB) – como se um só não bastasse para não fazer nada pela Saúde do povo de Carolina.
A Secretaria Municipal de Saúde não tem informação sobre uma única atitude do trio de marajás para proporcionar aos carolinenses melhorias nas condições do atendimento que realiza em Carolina. Os três podem procurar justificar essa situação vergonhosa afirmando que são assessores técnicos da Secretaria de Saúde para a região da Chapada das Mesas e não somente para Carolina, mas aqui também se tem a informação de que não há nada realizado por eles em outras cidades vizinhas.
Itibiré Jucá, chefe político do grupo local chamado Pé Rachado, agora aliado da hora de João Odolfo, do qual já disse barbaridades e xingamentos e que era rebatido com outra série de acusações, deve explicações ao povo de Carolina, especialmente neste momento em que seu filho Ubiratan Jucá sonha ser candidato a prefeito. Deve ter a dignidade de dizer ao povo o que tem feito para a Saúde em Carolina.
Microfones – Ubiratan Jucá não pode deixar de oferecer ao pai a oportunidade de utilizar os microfones da rádio da qual é agora um de seus maiores patrocinadores e fazer totalmente o contrário do que fez em relação à Rádio CIDADE FM, quando deixou a preguiça de lado e trabalhou intensamente para causar-lhe problemas junto ao Ministério das Comunicações, porque aquela emissora vinha mostrando ao povo de Carolina o quanto ele é biologicamente igual ou mais incompetente que o pai para trabalhar por benefícios para a população. Exemplos? Ubiratan Jucá provocou o deputado estadual Stênio Rezende (PMDB) a trabalhar contra a instalação do Programa Luz Para Todos em Carolina, afirmando que o prefeito estaria usando o programa do Governo Federal para beneficiar-se politicamente.
Se ainda não deu para compreender a maneira de administrar da família Jucá, basta então sabermos que pai, esposa e filho são os únicos políticos da história de Carolina condenados a devolver recursos desviados dos cofres públicos. Ubiratan Jucá foi condenado recentemente a devolver um elevado montante desviados da Câmara Municipal no período em que foi presidente do Legislativo.
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