O terrorismo político, a propaganda de apoio escancarado ao governo Roseana Sarney e o ódio contra o prefeito de Carolina João Alberto foram de maneira estúpida evidenciados na última semana na programação da Rádio Comunitária Renascer FM – emissora que tem transgredido todas as leis brasileiras que regem o funcionamento de radiodifusão comunitária.
Drible na Receita – Não bastasse utilizar a emissora de uma associação que não pode ter fins lucrativos, Sales a mantém como sua única fonte de renda, o que por lei é proibido. Para faturar uns trocados e driblar a Lei Nº 9.612/1998 – que oficializa o a radiodifusão comunitária –, Josivaldo abriu outra empresa em nome de sua esposa Joselândia Bezerra – a Difusão Publicidade (CNPJ 08.677.233/0001/35).

Sales recebeu em nome da esposa R$ 20 mil e rasgava elogios ao prefeito João Alberto
Foi exatamente com esta empresa que Sales recebeu R$ 20 mil da Prefeitura de Carolina em 2007 para fazer publicidade das ações do Governo Municipal. Com os R$ 20 mil no bolso e sem que o prefeito exigisse, Sales chegava a exagerar nos elogios a João Alberto, afirmando que as ações da Prefeitura era “realmente um trabalho maravilhoso”, como o leitor deve lembrar bem e que consta em gravação de arquivo da Assessoria de Imprensa da Prefeitura.
Antes de assinar contrato com a Prefeitura de Carolina, Josivaldo Sales encaminhou espontaneamente à Assessoria de Imprensa proposta em nome da Difusão para divulgar na Rádio Renascer as ações da administração municipal. Conforme a Lei, uma emissora de rádio comunitária deve apenas manter contratos de publicidade para cobrir despesas de funcionamento.
Ódio profundo – Muito estranhamente, após o vencimento do contrato com o Executivo Municipal e o prefeito observar não mais ser necessário manter a Difusão Publicidade entre seus parceiros administrativos, Sales passou a agredi-lo gratuitamente e de todas as formas.
Mostrando descontrole emocional, que pode ter sido motivado mais pelos comentários maldosos a respeito de seus problemas pessoais – o que ele mesmo deixou ir ao ar em seu programa do dia 17 de agosto, quando uma ouvinte insinuou que ele deveria deixar de lado sua briga pessoal com o prefeito e ter mais atenção a um fato ocorrido no Balneário do Itapecuruzinho –, Josivaldo Sales foi quase às raias da loucura ao afirmar que João Alberto estava preso – outra de suas mentiras, da mesma forma que garantiu que era mentira o resultado do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que, no dia 4 de maio, absolveu o prefeito nos processos apresentados pela turma dos derrotados em 2008. Sales esbravejava no microfone, dizendo ter informações seguras de que sequer o julgamento havia acontecido – completamente desinformado.
Sales esqueceu de noticiar que fora condenado no Processo de Ação Civil Pública Nº 20013700001368-3, em 2001, a dois anos de prisão mais pagamento de multa no valor de R$ 10 mil. Sua condenação a regime fechado, ou seja, sua prisão foi convertida em trabalhos comunitários – o que não se tem notícia do cumprimento da sentença judicial. Se não cumpriu a determinação judicial e caso haja comprovação, a Justiça pode reabrir o processo sem, novamente, conceder o direito a prisão em regime aberto.
Golpe do Finan – Também repentinamente, Josivaldo Sales deixou de elogiar o prefeito da cidade de Alto Parnaíba, por onde andou na companhia de Sildo Leão – conhecido da população carolinense como caloteiro e estelionatário. No jornal que publica, a famigerada Folha do Sul – redigida por analfabetos funcionais –, Sales publicou que Sildo Leão era assessor do prefeito, afirmando que o criminoso foi inclusive responsável pela ida de uma viatura nova para a Polícia Militar de Alto Parnaíba. Dizem as más línguas que a única possibilidade de Sildo Leão ter chegado com uma viatura naquela cidade teria sido dentro do camburão.
Sales tanto deixou de elogiar o prefeito de Alto Parnaíba como se esqueceu de publicar no seu jornalzinho e de noticiar em sua rádio que Sildo Leão foi responsável por golpe aplicado em dois cidadãos daquela cidade. As vítimas foram o vereador Manoel de Helena (PV) e seu irmão. Há grande possibilidade do crime praticado ter sido o que é conhecido da Polícia como Golpe do Finan e consiste em comprar um carro financiado, transferi-lo para o nome de um “laranja” e levá-lo a outro Estado. Até a financeira conseguir um mandado de busca e apreensão para resgatar o carro, podem se passar anos – isso quando muito raramente a Polícia consegue encontrar o carro roubado e o bandido.
Manoel de Helena informou que e ele e seu irmão tinham o interesse em comprar cada um uma camionete. Sildo Leão os convenceram a entregar R$ 10 mil (cinco mil cada um) para que o criminoso “agilizasse” a compra dos veículos por um excelente preço. O golpe foi tão quase perfeito, que entregaram os R$ 10 mil e um ano depois ainda não receberam os veículos nem satisfação alguma do estelionatário, que desfila diariamente por Carolina, em companhia da esposa do radialista, afirmando serem jornalistas da Folha do Sul.
O parlamentar de Alto Parnaíba afirma que por esse motivo seu irmão entrou em depressão profunda e acabou falecendo – notícia não dada nas ondas do programa Circuito Aberto, apresentado por Josivaldo Sales, que também deixou de ir a Alto Parnaíba.
* Fábio Ayres é sócio colaborador com direito a voto na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e sócio da Associação Brasileira de Web Designers e Webmasters (ABRAWEB)
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