O velho/novo jornal
Dependendo da agenda aqui em Palmas, estou pensando rodar mais uma edição impressa de meu jornal O ESTADO DO MARANHÃO DO SUL, fundado aí em Carolina no ano de 1995. Mais informações, pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Revisão da História
Assunto para os defensores da divisão do Maranhão e criação do Estado do Maranhão do Sul: ler o livro A Esfinge de Grajaú, de Dunshee Abranches, e ficar sabendo do erro histórico dos chefes políticos de S. Luís com o governo central, que despachou tropas sob chefia do Duque de Caxias para dizimar milhares de sul-maranhenses, dentre fazendeiros, roceiros, vaqueiros, quilombolas e chefes políticos do Sul do Maranhão. Portanto, os defensores do Maranhão do Sul devem, desde já, a começar pelas Câmaras Municipais da região, mandar apagar da história mal contada o nome desse carniceiro Caxias da área do futuro Estado. Secularmente os livros didáticos e as elites da ilha de S. Luís conseguiram enaltecer a figura de um sanguinário no Sul do Maranhão. Desconhecendo esse fato histórico, os políticos do passado resolveram homenagear o Duque da Carniça para educandários e logradouros públicos. A geração de Militão Bandeira de Barros, da antiga Chapada, hoje cidade Grajaú, líder maior contra os políticos da ilha, há de concordar com o colunista.
PESQUISA ELEITORAL
Nomes para governador
Atenção leitor: Cite três nomes para governador do futuro Estado do Maranhão do Sul.
A Capital do Maranhão do Sul
Uma idéia puxa a outra. Criado o Estado do Maranhão do Sul, a exemplo do Estado do Tocantins, o presidente da República vai escolhe uma cidade para Capital provisória. E os futuros deputados estaduais serão constituintes para aprovar a primeira Constituição e propor o local de construção da Capital definitiva, planejada, humana, sem entraves futuros, no centro geográfico do novo Estado, a exemplo de Palmas, no Tocantins.
Sul-maranhense vota em sul-maranhense
Contagem regressiva para a eleição de 2010. E, para melhorar a qualidade de vida da região e lutar pela divisão, é bom divulgar por aí o slogan SUL-MARANHENSE VOTA EM SUL-MARANHENSE.
Os candidatos da região (I)
No governo Jackson Lago o movimento pró Maranhão do Sul esfriou, mas é possível que em 2010 essa bandeira seja agitada, criando-se um bode expiatório para ganhar votos dos desinformados: o clã Sarney.
Os candidatos da região (II)
Para deputado federal, fala-se nos nomes de Chico Coelho, de Balsas, e Deoclides Macedo, de Porto Franco. Pelo número de eleitores, a área do futuro Estado do Maranhão do Sul tem votos para eleger cinco deputados federais. Um nome capaz para sacudir a bandeira da divisão no Congresso Nacional: Agostinho Noleto Soares.
Pinte sua aldeia
Atenção leitor seja universal ou nacional, sem perder de vista o local.
Os “coronéis” da Ilha
Em conversa com o saudoso Dr. Ruy Carvalho, nos anos 70, na gráfica da Tribuna de Carolina (prédio da Comauta), este lamentava a ausência do governo do Maranhão na região Sul.
Farinha do mesmo saco
Do grito da República de Pastos Bons (1828) até hoje, o mesmo cenário: o curral eleitoral de governo e de oposição da ilha de S. Luís, passado de geração em geração, com segmentos nas diversas siglas partidárias e puxa-sacos em todo o Estado. A criação do Estado do Maranhão do Sul viria romper com esse coronelismo secular ao eleger novas lideranças da região.
Academia de Letras
Já está na hora de Carolina criar a sua Academia de Letras. Há intelectuais na ribeira, sim senhor, já que a Academia Maranhense de Letras só funciona para meia dúzia de intelectuais da ilha.
Procon em sua cidade
Cidadania. Converse com um vereador amigo e peça a ele para exigir a instalação de escritório do Procon em sua cidade. Sem Procon local, não há o direito do consumidor.
Direito do consumidor
Por falar em direito do consumidor, a coluna sugere que as câmaras municipais da região façam uma convocação aos picaretas de telefonia móvel e fixa, com sede na ilha de S. Luís, para viajar de carroça ou de avião e explicar aqui na região o “porque” dessa invenção tecnológica não funciona no sul do Maranhão.
Livros grátis
Mais. Se você gosta de Literatura, então baixe de graça no seu micro livros de autores nacionais ou estrangeiros, acessando o site www.dominiopublico.gov.br Boa leitura.
Música de graça
Sugestão da coluna O ESTADO DO MARANHÃO DO SUL para quem gosta de MPB (Musica Popular Brasileira). http://www.rollingstone.com.br/edicoes/37/textos/100-maiores-musicas-brasileiras/
Olimpíada do Maranhão do Sul
Já que o Brasil vai sediar as próximas Olimpíadas, em 2016, os prefeitos, vereadores, professores, estudantes e entidades de classe deveriam discutir a falta de instalações para a prática de esportes e promover a I Olimpíada do Maranhão do Sul. Quem sabe, pode surgir aí algum jovem com potencial para se destacar no esporte brasileiro? Sem opção para praticar esportes, os jovens buscam o lazer da tevê da TV Globo: bebidas e drogas.
Repeteco
Falem mal, mas falem... No Maranhão, é a oposição quem faz a propaganda de José Sarney. Tudo que acontece de ruim dizem que a culpa é do Sarney. É aquele velho ditado: “Falem mal, mas falem de mim".
A Capital do Maranhão do Norte
Cidade histórica, quem percorrer as ruas e periferias da ilha de São Luis vai notar a falta de saúde pública, saneamento, limpeza, desorganização urbana e muita violência. Ali, há miséria por toda parte. Em S. Luís, urubu voa com uma asa e se abana com a outra.
Turismo
O problema de boa parte da elite brasileira continua sendo conhecer Miami, e não esse imenso país continente com sua diversidade natural e cultural. No dia em que os gringos descobrirem a Serra das Mesas... Sei não.
Maranhão de quê?
Do jornal O Progresso. Quando estava nas mãos do então deputado Madeira, a bandeira do Maranhão do Sul era questionada como bandeira política. Integrantes do Comitê Maranhão do Sul faziam questão de condenar qualquer iniciativa. Veio o governo Jackson Lago, que chegou inclusive a criar uma Secretaria Extraordinária para, segundo afirmações do próprio, dar impulso à criação do novo estado. Nada foi feito. Como no ano que vem teremos eleições, vai ser impossível separar o Maranhão do Sul da política e da politicalha. Quem viver, verá..
Vocação de Carolina
Enquanto Araguaina se sacode na correria do dia a dia de negócios com moradores do sul do Pará e Maranhão, Imperatriz tem seu burburinho no comércio varejista para o Norte do Tocantins e sul do Pará e Açailândia se posiciona com a Capital Industrial do futuro Estado do Maranhão do Sul. Um detalhe: a futuro da economia de Carolina será a prestação de serviços. Turismo e criação de um Pólo de Educação, de nível superior, atraindo estudantes do Norte do Tocantins, Sul do Maranhão e do Pará. Tenho dito. Otávio Barros.
Campanha desta coluna:
Agroindústria em Balsas
Com a produção de soja na região, as multinacionais Bunge, Cargil, etc, (sementes transgênicas, agrotóxicos, etc.) se instalaram em Balsas, mas não investem nadinha ali. Se tiver aqui algum leitor curioso, o lembrete do colunista e da coluna: os empresários de Balsas devem rever seus negócios e ingressar na era da agroindustrialização. Para tanto, os pioneiros do Sul do Maranhão deveriam tomar a dianteira para exportar os derivados da soja com valor agregado (óleo e farelo). O exemplo vem de roceiros do interior de estados do sul e do vizinho Goyaz, que criaram suas cooperativa para moagem da soja. Tudo com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Economico e Social (BNDES). Os roceiros de Goyaz criaram a COMIGO, hoje próspera indústria de óleo e farelo que abastece o mercado interno e externo.
Balsas, uma cidade de contrastes (I)
Aqui, a soja continua matéria-prima para exportação, depois de percorrer longa distância em caminhão (até Estreito) e trem de ferro até o Porto de Itaqui. No além-mar, a soja vai engordar os porcos e as galinhas de europeus e asiáticos. Já com a produção de óleo e farelo, haveria valor agregado, com emprego e renda regional. Quem se habilita? O mal do sul-maranhense é pensar pequeno, enquanto as caducas lideranças regionais continuam abusando da miséria do povo (de passivo em ativo) nas campanhas eleitorais: “Se eu for eleito...”
Balsas, uma cidade de contrastes (II)
As ruas centrais de cidade de Balsas chamam a atenção do visitante pela enorme quantidade de carros de luxo importados em meio ao cenário de falta de cidadania e distribuição de renda, ou seja, miséria e mais miséria na periferia na cidade. Os antigos posseiros tiveram suas terras griladas por gaúchos, paranaenses, paulistas, etc. Sem ter onde morar, o sertanejo arribou com a família para a periferia da cidade, perdendo sua terrinha para plantar e criar pequenos animais. Na cidade de Balsas, o sul-maranhense virou marginal de cidade “rica”.
Balsas, uma cidade de contrastes (III)
A partir dos anos 70, as famílias de ex-posseiros da região ficaram desarticuladas na cidade. Os filhos, criados na roça, sem estudar, sem aprender uma profissão. Trinta anos depois, com a usina do Estreito, esse fenômeno social vai se repetir na região. Um caldo pronto para a ocorrência de crimes de furto, tráfico de drogas, assassinatos, desemprego, falta de cidadania em todos os sentidos. Um excelente material de pesquisa para tese de Doutorado ou Mestrado em Sociologia
Balsas, uma cidade de contrastes (IV)
Nas ruas de Balsas, a gente vê o sulista com quase dois metros e dá a impressão de gente estudada. Ledo engano. Como jornalista, ano passado fiz uma pesquisa com vários deles para meu jornal O ESTADO DO MARANHÃO DO SUL, puxando conversa em fila de bancos, lanchonetes e restaurantes. Os bichos do Sul só entendem mesmo é de roça mecanizada (trator), sementes transgênicas e agrotóxicos. São analfabetos funcionais, não entendem de nacionalidade brasileira (história, literatura, política, etc.), mas dominam muito bem conhecimentos sobre a Europa, principalmente o idioma da terra de seus antepassados.
Lula quer que prefeitos criem cooperativas para catadores de lixo
Em Brasília, o presidente Lula fez um apelo aos prefeitos de todo o país para que formem cooperativas para catadores de material reciclável. Ainda de acordo com Lula, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai disponibilizar, nos próximos dois anos, R$ 225 milhões para ajudar os catadores na construção de galpões de reciclagem.
Transporte de animais,
Com a palavra os senhores vereadores. Em conversa com um passageiro, na rodoviária de Araguaína, este me faz um relato do descaso da empresa Transbrasiliana. Diz ele que, quando o destino é Maranhão, os confortáveis ônibus que chegam de Palmas, Brasília ou Goiânia são trocados por carroças, na garagem de Araguaína, para seguir viagem para Piauí ou Maranhão. Não há empresa concorrente, o monopólio é da Transbrasiliana e maranhenses e piauienses continua viajando em ônibus velho caindo aos pedaços.
Ladrão de bicicletas (I)
Por que as prefeituras e a polícia não promovem de quando em vez uma fiscalização rigorosa nas ruas e apreendem as bicicletas roubadas, devolvendo-as aos donos?
Ladrão de bicicletas (II)
Dizem que mais de 70% das bicicletas que circulam em Carolina são roubadas. Está na hora da prefeitura exigir emplacamentos, a exemplo das motos, com a polícia de plantão nas ruas exigindo a nota fiscal. Com a palavra, os senhores vereadores.
O povo não é bobo...
Fernando Antunes, presidente vitalício do Comitê Central Pró Maranhão do Sul, em Imperatriz, cava uma vaga de candidato a deputado federal em cima da bandeira separatista. Difícil vai ser ele explicar nos palanques porque manteve silêncio sobre a divisão, quando chefe da Secretaria Extraordinário do Sul do Maranhão, criada no governo Jackson Lago.
Calendário turístico
Com suas riquezas naturais e centro histórico, a prefeitura de Carolina deve firmar parceria com as empresas de serviços (hotéis, etc.), Ceste, Pipes, Sebrae, Banco do Nordeste, governo do Estado, etc. e mandar confeccionar milhares de revistas para distribuição nacional (jornais, revistas, TVs, rádios, agências de publicidade e de viagens, etc.) sobre a Chapada da Mesa.
Não li
Não li e não gostei. Os jornais de oposição ao governo estadual comentam o lançamento do livro de Palmério Dória, “Honoráveis Bandidos”, pinga-fogo contra o clã Sarney. Ora, ora. Quem é quem no Maranhão que não foi cria política do clã Sarney? Se o leitor discordar, então cite o nome desse político.
Maranhão do Norte
Com a divisão, o Maranhão do Norte teria seu território diminuído, diante de problemas administrativos de fácil solução e desenvolvimento, a exemplo do Estado de Mato Grosso (Mato Grosso do Sul) e Goyaz (Tocantins). É só consultar os dados estatísticos de qualidade de vida desses estados, após a divisão. A internet está logo aí. Numa coisa o Sul e Norte do Maranhão devem marchar unidos: contra a campanha da mídia sulista pela Ferrovia Norte-Sul.
Maranhão do Sul (I)
Amor à própria terra é piada? Sem qualquer mudança política a partir do povo, dificilmente será criado o Estado do Maranhão do Sul. O Estado do Maranhão do Sul só vai ser realidade quando houver o envolvimento de estudantes e professores da região. Mudança na forma de pensar das pessoas, tão presas aos velhos mandatários da ilha de S. Luís. Isso de capital provisória é assunto para os 24 deputados estaduais do futuro Estado do Maranhão do Sul.
Maranhão do Sul (II)
Uma das razões para a divisão do Maranhão é o clã da ilha de S. Luís secularmente mantendo geração de parentes e aderentes rapinando a coisa pública na Assembléia, no Judiciário, Ministério Público, na Polícia e nos governos de plantão. Há quem diga que o atraso do Maranhão é culpa do povo. Para que serve as eleições? Ora, leitor, para continuar prestigiando o clã da situação ou oposição da ilha, que há séculos domina a política sul-maranhense.
Maranhão do Sul (III)
Criado o Estado do Maranhão do Sul, com sua primeira eleição para Governador, Senador (3), Deputado Federal (8) e Deputado Estadual (24), será atribuição do presidente da República escolher uma cidade para Capital provisória (Balsas, Açailândia ou Imperatriz). Os 24 deputados eleitos serão também constituintes, com a missão de discutir e aprovar a Constituição do novo Estado. Nela, deve constar artigo para escolha de local para construção da Capital definitiva, a exemplo de Palmas, no Tocantins. Essa futura Capital deve ser erguida em local plano e com muita água. Com a palavra, o leitor.
HISTÓRIA
A República de Pastos Bons
Politicamente, o sul do Maranhão sempre esteve ausente nos encontros dos “coronéis” da ilha de S. Luis. Historicamente, os chefes da ilha se aliavam ao poder central (Império e República) e obtinham melhoras para a região do litoral, em prejuízo do sertão. Era a contraparte. A Republica de Pastos Bons (1828), a revolta dos vaqueiros e intendentes (prefeitos) na região de Chapada (Grajaú), sob a liderança do fazendeiro Militão Bandeira de Barros, na metade do século XIX, justificam um determinismo histórico para a divisão do Maranhão. Anos atrás algumas lideranças da região tentaram ocupar espaço na política maranhense, mas não conseguiram furar o bloqueio da ilha. João Rocha, de Balsas, chegou a governador devido sua ousadia política e seu passado de líder estudantil. Tentaram se impor como líder regional e estadual, mas foram barrados pelos “coroné” da ilha de S. Luís: - Padre Luso, Frederico Martins, Paulo Fonseca, Absalão Coelho, José Olimpio, Genésio Gonçalves, Itibiré Jucá, David Alves, Sálvio Dino, Dr. Fiquene, Ildon Márquez, Agostinho Noleto, Madeira. Secularmente, na ilha de S. Luís, o sul-maranhense nunca tem ou terá vez.
FÁBULA
Icaro
Mais uma da mitologia grega. Após a morte do Minotauro, Dédalo foi preso, juntamente com seu filho Ícaro, no labirinto. Então, Dédalo teve a idéia de construir asas artificiais a partir da cera de abelhas e asas de gaivota, conseguindo fugir. Antes, porém, alertou a Ícaro, seu filho, que não voasse muito perto do sol, para que esse não pudesse derreter a cera das asas, e nem muito perto do mar, pois esse poderia deixar as asas mais pesadas. No entanto Icaro não ouviu os conselhos do pai e querendo realizar o sonho de voar proximo ao sol, acabou despencando e caindo no mar Egeu, enquanto seu pai, aos prantos, voava para a costa. Saeculum saeculorum após, o brasileiro Santos Dumont inventa o mais pesado do que o ar, o avião.
*Otávio Barros é colaborador do Portal MaranhãoNews e editor de O Estado do Maranhão do Sul
Compartilhe:











