Passados 20 anos da explosão de um desejo por emancipação agora impulsionado pela recente aprovação da Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) de um plebiscito para criação do Maranhão do Sul, é oportuno perguntar qual a viabilidade econômica do novo estado. Sem entrar no mérito da divisão e com base em dados recentes, os sul-maranhenses amanheceriam em um estado ainda mais pobre, com estimativa de 25% do Produto Interno Bruto (PIB), que em dados de 2004 é de R$ 16,5 bilhões. No entanto, as maiores possibilidades de crescimento econômico em relação à indústria e à agricultura ficariam no estado recém-criado.
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Municípios do Maranhão do Sul
Açailândia, Alto Parnaíba, Amarante do Maranhão, Arame, Balsas, Barra do Corda, Benedito Leite, Bom Jesus das Selvas, Buriticupu, Buritirana, Campestre do Maranhão, Carolina, Cidelândia, Davinópolis, Estreito, Feira Nova do Maranhão, Fernando Falcão, Formosa da Serra Negra, Fortaleza dos Nogueiras, Governador Edison Lobão, Grajaú, Imperatriz, Itaipava do Grajaú, Itinga do Maranhão, Jenipapo dos Vieiras, João Lisboa, Lajeado Novo, Loreto, Mirador, Montes Altos, Nova Colinas, Nova Iorque, Pastos Bons, Porto Franco, Riachão, Ribamar Fiquene, Sambaíba, São Domingos do Azeitão, São Félix de Balsas, São Francisco do Brejão, São João do Paraíso, São Pedro da Água Branca, São Pedro dos Crentes, São Raimundo das Mangabeiras, Senador La Rocque, Sítio Novo, Sucupira do Norte, Tasso Fragoso e Vila Nova dos Martírios.
O Maranhão do Sul teria a cidade de Imperatriz como capital; nasceria com 150 mil quilômetros quadrados; 49 municípios e 1,1 milhão de habitantes. Se por um lado a soma de tudo que a região produz não é nenhum atrativo, por outro a abundância de recursos naturais, infra-estrutura de transporte com acesso a outros mercados e matéria-prima em abundância seriam alguns dos trunfos do novo estado.
A Região de Balsas, com a participação de investidores do Centro-Oeste e do Sul do país, vem se transformando em um novo pólo agrícola, apoiado especialmente no cultivo de arroz, milho, algodão e soja. Esta última com um poder de encadeamento muito grande. A maioria das indústrias de ferro gusa também está localizada naquela região, assim como as reservas de carvão, bauxita e de calcário. O Pólo Gesseiro de Grajaú, segundo estudos, tem potencial para superar o de Araripina, em Pernambuco, e se transformar no maior do país.
Some-se a tudo isso alguns outros empreendimentos como a esmagadora de soja e Hidrelétrica de Estreito e infra-estrutura de transporte com a Ferrovia Norte-Sul, parte da Ferrovia Carajás e a Hidrovia Tocantins-Araguaia. O Sul do Maranhão tem especial vocação para a agroindústria e ecoturismo, principalmente na região da Chapada das Mesas.
Se o Maranhão será ou não dividido, a exemplo de Goiás/Tocantins e Mato Grosso/Mato Grosso do Sul, não se sabe ainda. Mas se há algo verdadeiro em toda essa discussão é que o desenvolvimento econômico do Maranhão - com ou sem divisão - só se dará por meio da interiorização da economia com incentivo à abertura de novos negócios em municípios com comprovada potencialidade, o que as informações acima não deixam negar.
Com informações da FIEMA - Federação das Indústrias do Estado do Maranhão
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