Os disfarces mais comuns são jogos e outros aplicativos de entretenimento inofensivos
A atividade dos malwares (programas maliciosos) em dispositivos móveis continua em plena expansão. Hoje, existem mais de 2 mil aplicativos gratuitos para celulares cujo real objetivo é roubar dados, revela estudo do Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos (IEEE), organização americana. Isso significa que 1 em cada 100 programas disponíveis nas lojas de apps, em geral, é malicioso.
Os disfarces mais comuns são jogos e outros aplicativos de entretenimento aparentemente inofensivos. Mas os malwares também aparecem em forma de programas com proposta mais séria, como os que sugerem restaurantes ou outros locais de lazer.
O instituto de pesquisas americano Nielsen já alertava para o problema no ano passado. No terceiro trimestre de 2011, em comparação ao período anterior, subiu em 37% o volume de malwares em celulares com o sistema operacional do Google, Android, que já responde por metade do mercado de smartphones no mundo.
Segundo Jeffrey Voas, cientista da IEEE, o principal objetivo dos criminosos em 2012 será descobrir onde usuários costumam estar, o que fazem e em que horários. Empresas que oferecem smartphones a funcionários, por exemplo, podem ser vítimas, caso não haja uso consciente. Como os aparelhos são, muitas vezes, compartilhados, basta que um dos usuários instale um malware, sem querer, para que criminosos ganhem acesso a informações sigilosas trocadas entre outro empregado e alguém de fora da empresa, por exemplo.
Pistas
O único sinal aparente da atuação desses vírus espiões seria a bateria do aparelho acabar mais rapidamente do que o normal. Com um malware instalado, o ladrão de dados consegue acessar o celular sem nenhuma mudança visível para o usuário. “Qualquer aplicativo pode obter permissão do sistema operacional para gravar voz, vídeo, coordenadas de GPS, etc., transmitindo tudo isso sem que o usuário tome conhecimento”, lembra Voas.
Portanto, usufruir de um aplicativo de boa funcionalidade sem gastar nem sequer um centavo pode ter um custo incalculável. E, como os smarthphones não possuem a mesma segurança dos computadores nem os mesmos alertas de seus navegadores, alguns cuidados básicos são necessários:
- desconfiar das mil facilidades gratuitas de qualquer serviço de procedência duvidosa;
- ler direito o que está escrito, com calma, antes de clicar;
- negar-se a fornecer dados pessoais sem conhecer o destinatário;
- e estar atento ao rendimento de sua bateria.
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