Todos os que se aventuram no mundo da Informática, ou o fazem por computadores de terceiros ou estão automaticamente auto-obrigados à compra de um computador novo ou seminovo.
No geral, para quem não é leigo (e até para muitos mais experientes também) pouco importa se o software em uso é original ou não. Há ainda um ditado que diz que “Software Pirata prejudica o equipamento!”.
Para desmistificar a coisa, o software Original ou o “Pirata” têm a mesma função na máquina e não causa absolutamente nada, a não ser que o mesmo já tenha sido modificado ou o seu conteúdo alterado (inclusão de drivers ou recursos outros). O que caracteriza a legalidade do software instalado na máquina não é a mídia origem da instalação, mas o serial (sequência de caracteres para o registro do produto). Ao mesmo tempo há o prejuízo da máquina no que diz respeito à ausência de atualizações oficiais mantidas pela Microsoft que aumentam a segurança ou corrigem falhas do Sistema. Mesmo assim, quem continua com o seu piratão básico, pode continuar a ter uma vida normal. O ponto ruim de algo considerado bom é que a coisa vai mudando com o tempo.
A grande e poderosa Microsoft já anunciou há um tempo atrás a descontinuação do produto Windows XP em suas duas versões Home e Professional, o que já é um fato hoje. O último grande pacote de atualizações lançado foi o Service Pack 3. Isso é natural, uma vez que a Microsoft já lançou duas versões posteriores (Vista e 7) e, principalmente nesta última, investe tempo lançando melhorias. Em suma, não compensa ao Tio Bill continuar mantendo um produto tido por ele como ultrapassado.
Mas... como estamos falando de Sistema Original, precisamos também ser realistas e reconhecer que este quadro dificilmente irá mudar tão rápida ou facilmente.
Imagine você, que acabou de comprar aquele seu “super computador” com uma configuração que lhe rendeu o investimento de R$ 2.500,00 (os básicos de R$ 1.500,00 também se enquadram). Sabia que pela legislação do país, obrigatoriamente todos os softwares instalados ou para serem instalados devem ter registro, sob pena de lei?!?!
Bom... Acreditando que seu computador novo irá funcionar à base do novo sistema da Microsoft Window 7 na versão Home Premium, Office 2007 Professional, Antivírus Norton,... fazendo uma pesquisa básica, temos o seguinte:
Windows 7 Home Premium: R$ 347,90
Fonte: https://www.kabum.com.br/cgi-local/kabum3/produtos/descricao.cgi?id=01:08:42:100:32
Office 2007 Professional: R$ 1.499,00
Fonte: http://www.submarino.com.br/produto/10/1862068/office+2007+professional+full
Norton Antivírus: R$ 79,00
P.S.: Os valores podem variar por promoções nos sites. Os valores são de pesquisas feitas no dia 05/07/2010.
Isso acreditando que você é um usuário doméstico e que não trabalhará com softwares profissionais específicos como Photoshop, CorelDraw, AutoCAD... aí pode pôr mais R$$$$$ pra agir...
Esse é um pequeno exemplo do quadro de legalidade de software na sua realidade financeira. Pois uma coisa é o preço pago pelo computador, outra coisa são os valores de cada software registrado que nele será usado... No final, seu equipamento terá saído pela bagatela mínima de uns R$ 5.000,00 (cinco mil reais) dependendo dos softwares que precise.
Uma saída bem mais econômica diante deste quadro que acaba obrigando os usuários utilizarem a pirataria como meio de inclusão digital é o uso do Linux, em suas vastíssimas distribuições, cada uma se adequando à realidade e necessidade do usuário e com uma vantagem de Lei muito grande: é “gratuito”. A mais famosa e conhecida é a Ubuntu, hoje em sua versão 10.04. Para os que ainda não conhecem, procure nesta coluna a matéria: Linux, sem medo do pinguim.
O que mais dificulta a adoção do uso deste sistema por parte dos usuários comuns (as grandes empresas já fazem isso) é o medo que ficou marcado há muito tempo de um sistema complicado, apenas para nerds... sistema de linha de comando, etc. Nesse quesito o Windows se sobressai por sua facilidade de uso, mesmo na versão mais recente (Windows 7).
Mas isso já foi superado há bastante tempo pela implementação de ferramentas gráficas e intuitivas que tornaram o Linux, além de mais seguro (o que já era há muito tempo), mas fácil de manuseio e configuração, sem falar que ainda hoje sua imunidade a vírus é de aproximadamente 99,5%... isso pelo simples fato de que seu sistema de arquivos é totalmente diferente do usado pelo Tio Bill, ou seja, um vírus de Windows simplesmente não é reconhecido pelo Linux. Embora já existam antivírus para Linux, seu uso se dá mais pela necessidade de limpar arquivos de usuário usado em estações Windows (quando o Linux é um servidor de arquivos para estações Windows) que para o sistema nativo. Por isso, ainda é regra no mundo do pingüim a “des”necessidade (proposital) de um antivírus.
Caso você desejo mais informações ou tirar dúvidas referentes às vantagens, instalação, configuração, etc... entre em contato comigo por e-mail ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ), telefone: (9144-5529) ou pessoalmente (Av. Honório Aires, 1064 – Centro – Carolina/MA).
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